Receber o diagnóstico de um câncer no tórax, como o câncer de pulmão, do mediastino ou da pleura, é sempre um momento de grande preocupação. Por isso, a cirurgia torácica oncológica vai muito além de uma técnica operatória. Ela representa um cuidado especializado, planejado de forma individualizada e com base nas melhores evidências científicas.

 

Trata-se de uma área da cirurgia torácica dedicada ao tratamento de tumores localizados no tórax, com foco principal em câncer de pulmão, tumores do mediastino, mesotelioma pleural e metástases pulmonares, entre outros.

 

Quando a cirurgia é indicada?

 

A indicação de cirurgia depende de uma avaliação criteriosa, que envolve o estágio da doença, a condição clínica do paciente e a resposta a tratamentos prévios (quando houver). A decisão é sempre tomada de forma multidisciplinar, envolvendo especialistas em oncologia, radiologia, pneumologia e cirurgia torácica.

 

Em muitos casos, a cirurgia pode ser o passo mais importante no controle da doença, com potencial de cura em fases iniciais.

 

Principais doenças tratadas:

 

Câncer de pulmão (não pequenas células e pequenas células)

Metástases pulmonares de outros tumores

Tumores do mediastino (como timomas, tumores germinativos, neurogênicos)

Mesotelioma pleural

Tumores da parede torácica

 

Abordagens cirúrgicas:

 

Sempre que possível, optamos por técnicas minimamente invasivas, como a videotoracoscopia (VATS) ou a cirurgia robótica, que oferecem menor dor pós-operatória, recuperação mais rápida e menor impacto na qualidade de vida.

 

Em casos mais avançados ou complexos, quando necessário, utilizamos abordagens convencionais (cirurgia aberta) com o mesmo rigor técnico e com todo o suporte de uma equipe multidisciplinar especializada em oncologia torácica.

 

Nosso compromisso:

 

Tratamento individualizado, baseado nas diretrizes mais recentes (NCCN, IASLC, entre outras)

Segurança oncológica, com foco em margens cirúrgicas adequadas e linfadenectomia de qualidade

Acompanhamento multidisciplinar, antes, durante e após o tratamento

Tecnologia de ponta, com uso de equipamentos modernos e técnicas atualizadas

 

O foco da cirurgia oncológica torácica não é apenas retirar o tumor, mas oferecer ao paciente a melhor chance de cura com o menor impacto possível na sua recuperação.

Dúvidas Frequentes

01 - Quais cirurgias torácicas que podem ser feitas pela técnica robótica?

A cirurgia robótica, uma das técnicas cirúrgicas mais inovadoras da atualidade, é utilizada em diversas subáreas da Medicina, incluindo a cirurgia torácica. De acordo com o cirurgião torácico, Dr. Leonardo Roeder, ela se destaca por promover estabilidade, precisão e movimentos cirúrgicos superiores a diversos métodos convencionais, permitindo uma maior segurança ao paciente mesmo pra procedimentos mais complexos.

Na prática, isso representa muitos benefícios para o paciente, o qual pode ser operado com menos cortes, menor perda de sangue, menor risco de infecção e recuperação mais rápida. Diversos procedimentos torácicos podem ser realizados com o auxílio das plataformas robóticas. Arraste para o lado e saiba quais são eles.

Você tem alguma dúvida ou pergunta sobre cirurgia robótica? Comente para que possamos te esclarecer!

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Tratamento do câncer de pulmão (segmentectomias, lobectomias pulmonares e pneumonectomias robóticas);

Tratamento de tumores benignos do pulmão (segmentectomias e lobectomias pulmonares e pneumonectomias robóticas);

Avaliação cirúrgica dos linfonodos do mediastino (linfadenectomia mediastinal robótica);

Ressecção de tumores de mediastino (benignos e malignos);

Tratamento cirúrgico do Timoma e da Miastenia Gravis;

Ressecção de tumores complexos torácicos;

Doenças dos brônquios  e traquéia por doenças malignas ou benignas;

Ressecção de tumores do pericárdio (pericardiectomia robótica);

Tratamento das hérnias e tumores do diafragma;

Tratamento do enfisema pulmonar grave pela cirurgia redutora de volume pulmonar.

02 - O que é bronquiectasia?

 Falta de ar mesmo durante atividades corriqueiras, sensação de desconforto no peito, fadiga, tosse (normalmente com secreção) e infecções respiratórias recorrentes podem ser sinais de diversas doenças do sistema respiratório, incluindo a bronquiectasia. 

Segundo o cirurgião torácico, Dr. Leonardo Roeder, a também chamada bronquiectasia não fibrose cística, ocorre quando há destruição dos componentes elásticos e musculares das paredes dos brônquios, levando a uma dilatação permanente das vias respiratórias. Como consequência, há um maior acúmulo do muco, aumentando os riscos de infecções e inflamações no pulmão. 

Trata-se de uma patologia grave, pois, além do incômodo em função dos sintomas, pode levar o paciente a complicações graves devido às infecções de repetição e riscos de sangramentos das vias aéreas. Por isso, é muito importante buscar ajuda médica caso sinais como os citados sejam frequentes. 

Os tratamentos variam conforme o estágio da doença e visam tanto evitar a sua progressão quanto prevenir comorbidades associadas. Eles incluem vacinas, antibióticos, broncodilatadores, fisioterapia respiratória, salina hipertônica, oxigenoterapia e cirurgia.

O procedimento cirúrgico é indicado para casos selecionados e deve ser realizado após discussão multidisciplinar entre o pneumologista e cirurgião torácico. A principal indicação é para pacientes com sangue na tosse e infecções recorrentes.

Como a cirurgia envolve a retirada de parte do pulmão, o ideal é que a doença esteja restrita a regiões delimitadas. Nestes casos, inclusive, existe a chance de o paciente atingir a cura da bronquiectasia.

Atualmente, é possível realizar a cirurgia robótica para o tratamento, a qual promove maior precisão ao cirurgião e vantagens ao paciente, permitindo cirurgias mais precisas e poupando mais tecido pulmonar, colaborando para uma recuperação mais rápida e retorno precoce às atividades. 

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03 - Derrame pleural: você já ouviu falar?

“Certa pessoa está com água no pulmão”. Talvez você já tenha ouvido essa frase alguma vez, porém não sabe ao certo o que significa a condição.

Esse é o nome popular do derrame pleural, caracterizado pelo acúmulo excessivo de líquidos no espaço entre a pleura visceral e a pleura parietal dos pulmões. Estes podem ser desde sangue até linfa, pus e urina (o menos comum).

Para quem tem dúvidas, a pleura é uma fina membrana que reveste os pulmões, tanto externamente (visceral) quanto na superfície interna da parede torácica (parietal).

Segundo o cirurgião torácico, Dr. Leonardo Roeder, a também chamada água na pleura se dá por diferentes causas.

Entre elas estão a pneumonia, tuberculose, embolia pulmonar, doenças cardíacas, renais e hepáticas, bem como por alguns tipos de câncer, incluindo os de pulmão, mama e linfomas.

Por ser multifatorial, ao ser diagnosticado, é essencial encontrar a causa para o extravasamento de líquidos, de modo a realizar o tratamento mais adequado de cada uma delas.

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