A cirurgia robótica torácica é uma técnica minimamente invasiva utilizada para tratar doenças do tórax (principalmente pulmões, esôfago e mediastino), feita com auxílio de um sistema robótico —  usamos o da Vinci® Surgical System.

Como funciona

  • O cirurgião não opera diretamente com as mãos: ele controla um console, e o robô reproduz seus movimentos em alta precisão.
  • Pequenas incisões são feitas no tórax, por onde entram os braços robóticos com câmera e instrumentos cirúrgicos.
  • A visão é em 3D de alta definição, com ampliação de até 10 vezes.

 Principais indicações

  • Ressecções pulmonares (ex.: lobectomia, segmentectomia) em câncer de pulmão inicial.
  • Cirurgias do esôfago (como esofagectomia).
  • Ressecção de tumores do mediastino (ex.: timoma).
  • Simpatectomia (para hiperidrose).

Vantagens em relação à cirurgia aberta ou vídeo (VATS)

  • Menor trauma cirúrgico (incisões menores).
  • Visão mais precisa e detalhada.
  • Instrumentos articulados (imitam movimento do punho humano).
  • Menor dor pós-operatória.
  • Recuperação mais rápida e alta hospitalar precoce.
  • Menor perda de sangue.

 Limitações / desvantagens

  • Custo mais alto (equipamento e manutenção).
  • Nem todos os hospitais dispõem da tecnologia.
  • Requer equipe especializada e bem treinada.
  • Tempo cirúrgico pode ser maior no início da curva de aprendizado.

Recuperação

  • Geralmente internação curta (2 a 4 dias, dependendo do tipo de cirurgia).
  • Menos necessidade de analgésicos.
  • Retorno às atividades cotidianas mais rápido em comparação à cirurgia aberta.

Normalmente, a decisão entre cirurgia robótica, vídeo ou aberta depende de: tipo de doença, estágio do tumor, estado de saúde do paciente, experiência da equipe e disponibilidade do equipamento.

Dúvidas Frequentes

01 - Quais cirurgias torácicas que podem ser feitas pela técnica robótica?

A cirurgia robótica, uma das técnicas cirúrgicas mais inovadoras da atualidade, é utilizada em diversas subáreas da Medicina, incluindo a cirurgia torácica. De acordo com o cirurgião torácico, Dr. Leonardo Roeder, ela se destaca por promover estabilidade, precisão e movimentos cirúrgicos superiores a diversos métodos convencionais, permitindo uma maior segurança ao paciente mesmo pra procedimentos mais complexos.

Na prática, isso representa muitos benefícios para o paciente, o qual pode ser operado com menos cortes, menor perda de sangue, menor risco de infecção e recuperação mais rápida. Diversos procedimentos torácicos podem ser realizados com o auxílio das plataformas robóticas. Arraste para o lado e saiba quais são eles.

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Tratamento do câncer de pulmão (segmentectomias, lobectomias pulmonares e pneumonectomias robóticas);

Tratamento de tumores benignos do pulmão (segmentectomias e lobectomias pulmonares e pneumonectomias robóticas);

Avaliação cirúrgica dos linfonodos do mediastino (linfadenectomia mediastinal robótica);

Ressecção de tumores de mediastino (benignos e malignos);

Tratamento cirúrgico do Timoma e da Miastenia Gravis;

Ressecção de tumores complexos torácicos;

Doenças dos brônquios  e traquéia por doenças malignas ou benignas;

Ressecção de tumores do pericárdio (pericardiectomia robótica);

Tratamento das hérnias e tumores do diafragma;

Tratamento do enfisema pulmonar grave pela cirurgia redutora de volume pulmonar.

02 - O que é bronquiectasia?

 Falta de ar mesmo durante atividades corriqueiras, sensação de desconforto no peito, fadiga, tosse (normalmente com secreção) e infecções respiratórias recorrentes podem ser sinais de diversas doenças do sistema respiratório, incluindo a bronquiectasia. 

Segundo o cirurgião torácico, Dr. Leonardo Roeder, a também chamada bronquiectasia não fibrose cística, ocorre quando há destruição dos componentes elásticos e musculares das paredes dos brônquios, levando a uma dilatação permanente das vias respiratórias. Como consequência, há um maior acúmulo do muco, aumentando os riscos de infecções e inflamações no pulmão. 

Trata-se de uma patologia grave, pois, além do incômodo em função dos sintomas, pode levar o paciente a complicações graves devido às infecções de repetição e riscos de sangramentos das vias aéreas. Por isso, é muito importante buscar ajuda médica caso sinais como os citados sejam frequentes. 

Os tratamentos variam conforme o estágio da doença e visam tanto evitar a sua progressão quanto prevenir comorbidades associadas. Eles incluem vacinas, antibióticos, broncodilatadores, fisioterapia respiratória, salina hipertônica, oxigenoterapia e cirurgia.

O procedimento cirúrgico é indicado para casos selecionados e deve ser realizado após discussão multidisciplinar entre o pneumologista e cirurgião torácico. A principal indicação é para pacientes com sangue na tosse e infecções recorrentes.

Como a cirurgia envolve a retirada de parte do pulmão, o ideal é que a doença esteja restrita a regiões delimitadas. Nestes casos, inclusive, existe a chance de o paciente atingir a cura da bronquiectasia.

Atualmente, é possível realizar a cirurgia robótica para o tratamento, a qual promove maior precisão ao cirurgião e vantagens ao paciente, permitindo cirurgias mais precisas e poupando mais tecido pulmonar, colaborando para uma recuperação mais rápida e retorno precoce às atividades. 

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03 - Derrame pleural: você já ouviu falar?

“Certa pessoa está com água no pulmão”. Talvez você já tenha ouvido essa frase alguma vez, porém não sabe ao certo o que significa a condição.

Esse é o nome popular do derrame pleural, caracterizado pelo acúmulo excessivo de líquidos no espaço entre a pleura visceral e a pleura parietal dos pulmões. Estes podem ser desde sangue até linfa, pus e urina (o menos comum).

Para quem tem dúvidas, a pleura é uma fina membrana que reveste os pulmões, tanto externamente (visceral) quanto na superfície interna da parede torácica (parietal).

Segundo o cirurgião torácico, Dr. Leonardo Roeder, a também chamada água na pleura se dá por diferentes causas.

Entre elas estão a pneumonia, tuberculose, embolia pulmonar, doenças cardíacas, renais e hepáticas, bem como por alguns tipos de câncer, incluindo os de pulmão, mama e linfomas.

Por ser multifatorial, ao ser diagnosticado, é essencial encontrar a causa para o extravasamento de líquidos, de modo a realizar o tratamento mais adequado de cada uma delas.

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